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Esse livro DA COR DA DOR é na verdade baseado na vida real, em 1978, pra completar 18 anos, passei todo um processo de doença de meu pai, que acabou em seu falecimento, e que despertou em mim um monstro adormecido a então conhecida como PMD Psicose Maníaco Depressiva, doença mental que provoca estados de depressão ou euforia, ambos podendo chegar a limites fatais. Ainda no ano passado, 2020, tive uma internação, somada a não sei quantas outras nestes 45 anos, e o que sempre me salvou foi minha arte, com literatura, teatro, música e jornalismo cultural. Mesmo com a doença me dando rasteira sempre que baixei a guarda, consegui concluir a graduação no curso de Letras da UFV - Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais - embora o curso de 4 anos eu tive que fazer em 8 por causa das crises - mas na cidade de Viçosa e em sua belíssima Universidade fui um verdadeiro agitador cultural com montagens de peças de teatro de minha autoria, lançamento de jornais culturais e, claro, dar conta do curso de Letras. Cansado de bater na porta das editoras, comecei a bancar meus livros, e de volta ao lar, reintegrei-me ao movimento cultural da Região e muitas das minhas peças foram montadas com grande sucesso, o maior deles com TEM CUPIM NA TORRE DA IGREJA (1986). Em 2003 cheguei a finalíssima do Mapa Cultural Paulista com meu conto DIA SUJO, em 2004 fui o homenageado do FESCETE - Festival de Cenas do Tescom, pela minha obra dramática. A última montagem foi BODAS DE MIDAS na ong TAM TAM, depois começou a onda do coronavírus e agora estamos todos presos em nossos bunkers, como diziam as profecias e os autores de ficção científica. Espero que seja de algum proveito este depoimento de peito aberto, de coração pulsando, de dar as mãos aos que sofrem com a TAB.
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